Integrado no Mestrado em Gestão das Organizações – Ramos Unidades de Saúde da Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto, decorreu no dia 11 de junho na Sala de Atos um Seminário sobre Estratégias e políticas de saúde com o Prof. Doutor Eurico Castro Alves, coordenador do Plano de Emergência para o SNS (no âmbito do XIV Governo).
Abriu a sessão a Profª Doutora Cristina Prudêncio, Presidente da E2S, tendo o Prof. Doutor Henrique Curado, coordenador da Área de Gestão e Administração em Saúde, que promoveu o seminário, feito a apresentação do vasto CV do convidado.
Numa abordagem abrangente do SNS, focado como base e pilar imprescindível do sistema de saúde, de forma muito clara foram abordados os objetivos das políticas de saúde e a sua evolução desde 1974 em seis fases, até 2011, iniciando-se depois uma sétima fase, das Novas Políticas de Saúde, onde a prestação de cuidados é cada vez mais dirigida por gestores profissionais e focada em objetivos/resultados.
Salientou-se que a busca da eficiência na prestação de cuidados de saúde, se por um lado pode aumentar os recursos disponíveis e uma redução da despesa, também comporta riscos, tais como o prejuízo da qualidade, a seleção adversa, a indução artificial da procura e a discriminação. Dado que o Mercado da Saúde é um mercado imperfeito, devido à assimetria de informação e à concorrência imperfeita, foi destacada a importância da regulação da saúde, afirmando-se que só uma regulação independente potencia um sistema de saúde eficiente na gestão dos recursos, e garante a defesa dos interesses dos utentes.
Foram ainda apresentados diversos indicadores que demonstram a qualidade do nosso sistema de saúde, permitindo que num ranking da OMS, com um índice de 100 pontos, com base em diversos indicadores (saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil, doenças infeciosas, doenças não transmissíveis, serviços e sua capacidade), Portugal tenha 88, o equivalente ao terceiro lugar, ex-áqueo com a Alemanha e o Reino Unido, entre 194 países.
No momento de debate, foi percetível que os modelos de saúde devem ser evolutivos e não são necessariamente os mesmos em todo o território, pois o princípio constitucional do acesso universal e geral (art.º 64º) pressupõe equidade.
No seminário cujo público superou os 43 inicialmente inscritos, estiveram presentes estudantes do MGO e de licenciaturas, antigos estudantes e profissionais de saúde, num total de 50 pessoas.
