Na entrevista intitulada “Da inovação à validação: como os wearables podem expandir os cuidados hospitalares na epilepsia”, o docente sublinha um paradoxo central da prática clínica: embora o hospital disponha de tecnologia sofisticada e de um ambiente altamente controlado, as crises epilépticas e as alterações epileptiformes no eletroencefalograma surgem frequentemente fora dessa janela de observação.
A conversa incidiu sobre três eixos centrais:
- monitorização em contexto de vida real, permitindo recolher informação relevante fora do ambiente hospitalar;
- validação científica e clínica robusta, indispensável para assegurar qualidade de sinal, segurança, utilidade e rigor na prática assistencial;
- cuidados mais personalizados e centrados no doente, com potencial para complementar a avaliação convencional em casos selecionados.
No âmbito do 37.º Encontro Nacional de Epileptologia, onde participou como orador, o Prof. Daniel Filipe Borges defendeu que estes dispositivos não substituem os exames convencionais e que o seu valor deve ser aferido não por entusiasmo tecnológico, mas pela capacidade demonstrada para acrescentar valor clínico real à decisão médica e ao acompanhamento individualizado da pessoa com epilepsia.
A E2S convida a sua comunidade a ler a entrevista completa em: Da inovação à validação: como os wearables podem expandir os cuidados hospitalares na epilepsia - My Neurologia.
