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Espaço Alumni | Ricardo Bessa Marques

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Estudou na ESS, escola de Saúde do P.PORTO, pertenceu à AE e ao Conselho Pedagógico, onde aprendeu, que, antes de ser um bom profissional, é importante ser um excelente ser humano


Ricardo, alumni da Escola Superior de Saúde (ESS), começou a sua carreira num hospital e hoje trabalha para uma multinacional na área da indústria dos dispositivos médicos. Da formação académica leva não só o que aprendeu nas aulas como em atividades paralelas, nomeadamente na Associação de Estudantes e no Conselho Pedagógico da ESS (à época ESTSP). O Ricardo hoje é "alguém que vê o mundo muito além do meu mundo, todos os dias ajudo a mudar a vida de alguém para melhor", afirma, "porque podemos ter muita coisa e atingir o máximo de sucesso individual, mas se não ajudarmos a que o mundo seja melhor vamos olhar para a nossa vida e perceber que ela se traduz numa mão cheia de nada". Aos futuro licenciados deixa um conselho: "Antes de serem licenciados, sejam estudantes. Estudem e lutem pelos vossos objetivos, mas vivam a vida, vivam a vida académica e façam parte dela". Ricardo fala com propriedade, uma vez que, ainda no ensino secundário, foi vice-presidente da Associação de Estudantes (AE) da sua escola e depois, no ensino superior, foi consecutivamente relator do Conselho Fiscal, vogal da direção, coordenador do Departamento de Desporto, vice-presidente da Mesa de Assembleia, tesoureiro (sempre na AE da ESS) e membro efetivo do Conselho Pedagógico da ESS, além de ter estado envolvido na comissão organizadora de alguns eventos da Escola.

Olhando para trás, "não se arrependam de não terem vivido algo único na vossa vida", e perspectivando o futuro, "não desistam dos vossos sonhos". "Muitas vezes não chega sermos bons, temos de ser excepcionais, e não me refiro só a acabar o curso com uma boa média", "dotem-se de outras skills para enfrentar o mercado de trabalho". Como? "sejam ambiciosos e persistentes" porque o mercado de trabalho é cada vez mais exigente e é preciso estar preparado para "desempenhar funções para as quais podemos sentir que não estamos preparados". Há que ter a capacidade de "ousar e ter confiança naquilo para que fomos formados, sem ficar preso ao que é padrão ou normal". Com uma vida académica tão repleta, escolher uma experiência marcante dos seus anos de formação é um desafio difícil. Mas, ainda assim, Ricardo destaca uma. "No âmbito do estágio na comunidade — em que, entre outras coisas, tinha de organizar rastreios e formações/palestras de sensibilização — fui com duas colegas a um lar de terceira idade fazer uma apresentação sobre os cuidados a ter com a alimentação", recorda. Como forma de tornar a apresentação mais dinâmica e promover a atividade física, "resolvemos levar umas músicas populares preparadas para no fim os desafiar a dançar" e a forma como os idosos se entregaram à aula de dança "foi extraordinariamente deliciosa". Sentiu que fez a diferença no dia daquelas pessoas.

À ESS recomenda que seja mais ambiciosa na investigação, proporcionando aos estudantes "condições para que estes comecem desde cedo a produzir conteúdo científico de relevo" de forma a abrir uma janela de oportunidade aos recém-licenciados. "Tento constantemente participar e transmitir o que aprendo, deve ser o dever de todos partilhar com os outros" em prol de um futuro em que cada um seja "ainda melhor no exercício das suas funções".

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arpl

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