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Alumna da ESS na lista das 100 melhores empreendedoras

Investigação

Paula Valente da ESS, Escola de Saúde do Politécnico do Porto, viu o seu trabalho distinguido no Dia Internacional da Mulher.


A Euclid Network revelou, no dia 8 de março, o Top 100 Women In Social Enterprise. A lista distingue mulheres empreendedoras e inovadoras no campo social. Paula Valente é uma das seis portuguesas premiadas.

Directora executiva e terapeuta da fala e linguagem no Instituto Português da Afasia - IPA, Paula Valente consta da lista Top 100 Women In Social Enterprise da Euclid Network, uma rede apoiada pela Comissão Europeia que distingue empreendedores sociais.

Paula Valente formou-se, em 2008, em Terapia da Fala pela Escola Superior de Saúde (ESS) escola de Saúde do Politécnico do Porto. Pós-graduada em Competências de Comunicação Clínica pela Faculdade de Medicina do Porto, concluiu o mestrado em em Linguística Clínica pela Universidade Católica Portuguesa, com especialização na intervenção terapêutica focada na comunicação e parceiros comunicativos das pessoas com afasia. Leciona várias formações no âmbito da temática da afasia em diversas pós-graduações e entidades formativas. Desde 2008, exerceu em vários contextos, desde Unidade de Cuidados Continuados, lar e centro de dia, clínica de fisiatria, várias instituições de ensino, domicílios e gabinete privado. Foi responsável pela gestão de formação numa empresa de formação pós-graduada em saúde.

Após vários anos de estudo e experiência profissional com pessoas com afasia em diferentes contextos públicos e privados, tomou a decisão de abandonar os seus vários empregos para se dedicar a 100% à criação de um projeto, na altura denominado Afasia 3D e agora designado por Associação IPAFASIA, mais conhecida por Instituto Português da Afasia (IPA). Foi assim que, em 2015, findo o projeto-piloto, nasceu em Matosinhos o IPA, tendo vindo a constituir-se como associação sem fins lucrativos em fevereiro de 2016.

Nos últimos anos, assistiu-se a uma preocupação crescente com o nível de participação das pessoas com deficiência na sociedade, ocorrendo mudanças significativas nos cuidados de saúde prestados em países como os EUA, Canadá, Reino Unido, entre outros. A importância de considerar, não apenas os défices apresentados, mas as consequências destes nos diferentes domínios que influenciam o bem-estar e a qualidade de vida de quem os apresenta, passou a ser valorizada e considerada como objetivo final da intervenção terapêutica a realizar pelos profissionais de saúde.

Neste contexto, o IPA trouxe para Portugal abordagens terapêuticas inovadoras que permitem minimizar o impacto psicossocial da afasia, trazendo a pessoa com afasia para o centro da tomada de decisões e na construção das soluções.

O IPA oferece de forma consistente e sistemática, terapias com grande evidência científica que se inserem no modelo Life Participation Approach to Aphasia (LPAA) e que abrangem todas as Recomendações Internacionais de Boas Práticas na Afasia.

 

fonte: P. PORTO

Autor

arpl

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